terça-feira, 8 de maio de 2012

De boas intenções estou eu cheio


    De boas intenções está o céu cheio, ou assim diz o cliché,
    - blasfémia, - surpresa,
    - onde?
    - não é o céu,
    - então?
    - é o inferno,
    - o inferno é que está cheio de boas intenções? – custava-me a crer, quiçá de uma forma muito confusa e ignorando uns quantos preceitos da argumentação poderemos constatar que talvez Hitler tivesse boas intenções, mas seriam boas intenções que somente no raciocínio dele fariam sentido, ou noutros que como ele bebiam do mesmo cálice ideológico, para toda uma maioria os actos dele não seriam vistos como boas intenções mas como uma representação plena da deturpação moral do homem, daí que boa intenção para uns não é uma premissa para uma boa intenção generalista, melhor, uma boa intenção pode variar muito de credo ou cultura, mas reduzi tudo a um,
    - não, é o céu,
    - o céu está cheio de boas acções, não de boas intenções,
    - claro,
    - ah?,
    - ou não,
    - blasfémia,
    - cala-te, tu e a blasfémia que já chateia.

 
*este texto não segue o acordo ortográfico

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