terça-feira, 29 de maio de 2012

Palavras


    Palavras e mais palavras todas despejadas a um ritmo frenético para um qualquer lugar vazio de razão ou propósito, não sei bem pelo que faço, talvez e cada vez mais nasça em mim a voluntas para deixar um legado rico em tamanho mas nu de qualidade, quanto mais penso nisso todavia mais concluo que caminho por paisagens erradas, sei no meu intimo, dificilmente sobressai no meu espírito, mas sei que quando despejo a incoerência cognitiva que me entope e deturpa o corpo logo no após é inevitável a sensação de liberdade, por escassos segundos consigo voar, durante três batidas de coração sou oco, redundâncias cíclicas em forma de dispostos morais e sociais atirados para mim em queda livre batem numa armadura de vazio existencial, todavia, tão depressa acaba que somente fica a saudade e a vontade de uma vez mais criar o que denomino na falta de qualidade lírica como merda pastosa tal e qual Vivaldi no ouvido.
    Psicólogos deixem-se de tretas eruditas, eu só com as minhas palavras de pouca qualidade, material chinês para exportação com toda a certeza, com carvão e o tecto nu de uma gruta perdida num espaço e tempo diferente consigo perceber mais pormenores meândricos sobre o meu eu, que vós com vossos tratados e sacrossantos conceitos doutrinais,
    arre que me apetece um cigarro.

 

 
*Não segue o acordo ortográfico.

2 comentários:

Eli disse...

Há que rir com elas. Adoro dizê-las, escrevê-las, lê-las quando me dizem algo...

:)

James Dillon disse...

A mim movem-me,


cumprimentos,
JD