segunda-feira, 7 de maio de 2012

XXI

Belo intrínseco,





*Namárië, (Adeus), Poema em Quenya (língua criada por J.R.R. Tolkien)




"Ai! laurië lantar lassi súrinen,
yéni únótimë ve rámar aldaron!
Yéni ve lintë yuldar avánier
mi oromardi lisse-miruvóreva
Andúnë pella , Vardo tellumar
nu luini yassen tintilar i eleni
ómaryo airetári -lírinen.

Sí man i yulma nin enquantuva?

An sí Tintallë Varda Oiolossëo
ve fanyar máryat Elentári ortanë,
ar ilyë tier undulávë lumbulë;
ar sindanóriello caita mornië
i falmalinnar imbë met, ar hísië
untúpa Calaciryo míri oialë.
Sí vanwa ná, Rómello vanwa, Valimar!

Namárië! Nai hiruvalyë Valimar.
Nai elyë hiruva. Namárië!"



Tradução,


"Ah! Como ouro caem as folhas ao vento,
Longos anos inumeráveis como as asas das árvores!

Os longos anos passaram como goles rápidos do doce hidrómel

Em grandiosos salões para lá do Ocidente,

Sob as abóbadas azuis de
Varda
Onde as estrelas tremem no canto

Da sua voz sagrada e majestosa.


Quem me voltará a encher a taça?


Pois agora
a Acendedora, Varda, a Rainha das Estrelas,
Do
Monte Sempre Branco, ergueu as mãos como nuvens
E todos os caminhos ficaram profundamente imersos em sombra;

E vinda de uma região cinzenta, a escuridão assenta

Nas ondas espumosas entre nós

E a névoa cobre para sempre as jóias de
Calacirya.
Agora perdida, perdida está
Valimar para os do Leste!

Adeus! Talvez encontres
Valimar.
Talvez tu mesmo a encontres. Adeus!"

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