quinta-feira, 19 de julho de 2012

LVI

Messias,



*Manel Cruz, SuperNada, Anedota

Pirilampos


    A capa mexia-se ao vento com a mesma simplicidade que esta minha caneca azul de relevos ondulados sustem o meu ouro negro num eterno movimento concêntrico, montanhas sem fim a sustentam aparentemente,
    - sem tecto à vista?,
    - cansei de dizer sempre o mesmo,
    - com a violência do martelo na bigorna,
    - também, agora dedico-me a analogias simples, sem real lógica, sem transmissão temporal digna, sem mutação de conceitos ao longo do tempo, entendes?,
    - oui,
    ondulava,
    - como?, - de unha preta como noite sem facho,
    - apanhei-te,
    - desculpa?,
    - noite sem facho é outra,
    o que o indivíduo que me olha no espelho não entende, é que isto é um trabalho em progresso que requer uma adaptação, uma consolidação,
    - consolida amor, consolida, e zás,
    - JMB baza, xô, xô,
    (arre todos me interrompem, um gajo já não pode ler a maria e fumegar tabaco barato alapado nesta poltrona de excelso material desconhecido, olhar-me ao espelho enquanto me esforço para que a natureza siga o seu curso sem ser perturbado por um JMB de um outro lugar, de uma outra hora, por um eu igual a este meu eu que me perturba e critica, por uma imagem de uma mulher de mãos que brilham num qualquer topo de montanha, longínquo, tão longe que leva o Hubble a
entregar-se ao alcoolismo em frustração por um trabalho mal feito),
    a capa é azul, e dança, dança como uma mulher bela, sem igual aos meus olhos, e já passei meus olhos por muitas mulheres belas, mas esta, a luz, que luz, de onde vem a luz?, emerge do corpo, do seio dela, sem saber que ali está, também ela de tons azuis, leves, quase não se vê, mas sente-se como aquele arco íris tímido depois de ser apanhado por um duende verdinho a comer a irmã, a onde está ela?, bem isso, é uma incógnita virtuosa,
    - jackpot, ó Chico vê se acordas, afinfas- outra vez no que te é típico,
    - ó minha vadia desaparece, fazes-me isso bebé?,
    - oh meu amor, não me mandes embora, - uma alça escorrega pelo abraço, roça a pele, e até o ruído enquanto escorrega do ombro até ao pulso é carnal, tudo nela me grita: possuí-me, aqui, e agora, pois ali e mais tarde visto meu cinto e vou com o meu pai para a faina, - vá lá, - e um seio que nasce, branco como mármore, quanto vezes o agarrei, quantas vezes o brindei com uma língua em busca de relevo, quantas,
    - a porta é ali minha querida, - subo as calças, - agora põe-te a andar,
    - quem é a outra puta?, - mudou a página, mudou a postura, mudou o olhar, de um preso na minhas virilha, para um que se delicia com o meu corpo a arder ensopado em gasolina, - quem é a cabra?, - e agora?, como lhe dizer que a cabra é uma imagem que nasce na minha imaginação quando me sento no trono da casa de banho e acendo um cigarro?, como lhe explicar que o motivo pelo qual eu troco a boca dela, o cheiro dela, o corpo dela, é uma mulher que surge do nada, vestida com uma capa azul, que eu vejo a centenas de metros, numa montanha rodeada por uma mística luz azul, uma mulher que eu sei com toda a certeza que é a mais bela, mesmo com a face escondida na noite que se propaga por meus sonhos, falando do diabo, uma parte num mar de tormentas e raivas dispersas, os passos que se afastem fazem a madeira gemer de dores, as portas ressaltam enquanto são jogadas em sequência de dominó, e eu só fecho os olhos e lá está ela,
    - olá?..., - um silêncio em retorno, nem um olhar, mas agora mais perto enquanto deslizo e a lua emerge do esconderijo onde se dedicava a costuras mal feitas com outras fiandeiras nórdicas,
    -,
    - e se te calasses eu do espelho?, eu sei, usei mais uma expressão que gostaria de evitar, mas estou-me completamente a cagar para promessas que não posso cumprir, vai-te tu, vai-te JMB, todos ide e deixai-me só, tu também meu amor, larga o guisado e parte, pois nada mais quero do que estar com a mulher nua mas bela, de luz azul, também eu quero ser cercado por uma luz que me torne algo mais que uma formiga com ideias de Midas, nada mais quero que uma capa que dança bela ao vento, nada mais quero que o toque daquela que se ergue na montanha, nada mais quero que encaixados ver a lua a embater em corpos que suam.

 

 
*sem acordo

segunda-feira, 16 de julho de 2012

LV

Ricamente recostado num cadeira gasta pelo tempo, de ouvido colado ao som que promove tudo que de mau em mim subiste, sorrio só de imaginar,






*Manel Cruz, Foge Foge Bandido, Fora de Combate

Sem hora marcada

 Aquilo que me leva a pensar fora do chamado conceito normal,
  - da moralidade vigente?,
  - pode ser,
  é uma incógnita para mim, virtuosa mas uma incógnita em todos os ângulos, todavia é com espanto e com um sabor acre debaixo da língua que dou comigo a esculpir textos belos, fora do ordinário, estranhos, diferentes,
  - tanta modéstia Jasmim,
  - indubitavelmente,
  mas a hora nunca é propícia: num banho quente, algo me atinge com violência, sem pudor ou consideração, seco-me num corrupio, corro pela casa em busca do escritório deixando um rasto de aguaceiros e pequenos lagos, 
  - estás a molhar casa toda..., outra vez!, - achego-me ao papel com esperanças, mas do feto só sombras, assim como sequei a água do meu corpo, com ela a ideia, o contexto, o momento partiu. Fico só com os gritos agudos de uma patroa que bufa de tão furibunda, a evitar as  poças de água que brotaram de mim.
  Outras, ontem, em exemplo, deito-me para tentar dormir, e do nada um livro com capítulos e capa dura corre-me a mente, frase após frase, mas o sono provoca o cambalear do meu raciocínio, ou do meu juízo, o torpor da carne leva-me a crer convictamente que quando acordar ainda recordarei os mundos por onde agora deambulo, que tudo o que  jaz em mim, enterrado neste estado vegetativo será facilmente encontrado. Mentiras, enganos, truques, nada, quando acordo, nada.
  Esta coisa da inspiração é um ser mesquinho, isto para não começar com calúnias mais graves, mas hoje sinto-me imbuído pelo pudor, ou pela boa educação,,
  - prometo não correr nu pela casa novamente, - proclamei-o ontem, enquanto a patroa rasgava o lombo de vaca com uma faca de talhante, presumo, de soslaio, sem factos que o sustentem além do arrepiar da minha espinha que vi um olhar sanguinário, um olhar de Amazona.


*sem acordo

sábado, 14 de julho de 2012

terça-feira, 10 de julho de 2012

Etiqueta e protocolo




Admito que quando nada se tem a dizer, mais vale cerrar os lábios e nada enviar, nem só me devo confessar pois quiçá a brisa levará palavras que nada transmitem a incautos receptores, admito que quando nada flui naturalmente desta minha mente, tão perturbada, tão obtusa, ocasionalmente brilhante em rasgos paridos do deturpar dos sentidos, naqueles dias em que simplesmente me esqueço do que é normal e do que é ser medíocre, naqueles, nestes confesso, mesmo agora, enquanto a madrugada me possui no seu primor, entra pela janela aberta, pela persiana aberta, o vento arrepia-me a pele nua, suada, perco horas a olhar para uma folha em branco, virgem ainda em busca de quem a desflore pela primeira vez e se perca em abraços de conforto e juras de amor falaciosamente eterno, mas admito que hoje não sou eu, nem para o pregão em pleno bolhão desencantava uma rima digna, um predicado de porte, um sujeito de olhar gingão a tirar cera dos ouvidos como um mindinho avantajado, 
  (o que fazer?, palavras atiradas, formam lentamente frases aborrecidas, que criam parábolas secas, em mundos estéreis,)
  nesses momentos, (concentra-te puto), nestes momentos, como agora, não falo, não sussurro, não suspiro letras soltas, nada atiro para o ar, simplesmente olho: vejo um firmamento já com pontos claros onde toca o horizonte, vejo para dar com sombras ao longe, acredito que são pessoas, tão longe que nada mais são que a minha imaginação, debruçadas sob suas janelas a simplesmente olharem, que como eu nada mais fazem do que se entregar por uma demanda por um olhar que se cruze com o delas, homens nus, em poses gregas, de cigarro atrás da orelha, mulheres em camisas de dormir reveladoras, jogam horas janela fora, esperanças para bem longe, tudo pela dor que a falta de palavras promove, tudo pelo receio de falar quando nada têm para dizer, condenados, que como eu comem o frio da noite como bolachas na busca de algo que faça clique, como o regresso de uma puta de transcendência com a personalidade de uma javalina prenhe.

  (nada lhe tenho a dizer, nem sei como a chamar, por isso não direi, também imagino que olhar longamente para o nada que forma seu corpo abstracto não seja educado, mas com saia ou sem, com roupa interior ou sem, a verdade é que mais tenho para fazer, já que o protocolo me cerra os lábios do que procurar por Vossa sexualidade.)

*sem acordo

sexta-feira, 6 de julho de 2012

LIV

Agora é só gajas despidas e gajos a abanarem os glúteos,





*Frank Sinatra, Bang Bang (My baby shot me down)

Sonhos secos


  - A tua cabeça... faz-me lembrar...,
  - o quê?, - pergunto em busca de um sentido para tal surpreendente forma de desbloquear uma conversa que (ainda não) existia, - o que tem a minha cabeça?,
  - bem, - parecia incomodado pelas palavras se terem desenhado na língua, moldado nas cordas vocais, era um homem, mas um homem com estranhos traços femininos, com linhas doces e atraentes, que numa noite escura, num beco lamacento eu beijaria sem pudores até que no momento em que a minha mão petulante, munida de uma vontade própria, férrea a cabra, procuraria a sua sexualidade para perceber que beijava o sexo errado, pararia?, não sei, nem interessa, c'est la vie, o factor surpresa em cima de uma mesa torta, com guardanapos usados a servirem de calços, a roçar seus seios fartos em meu nariz, seu corpo moreno em meu, surpresa, a cada esquina uma, a cada manhã de nevoeiros de um outro mundo o galgar de cascos Sebastianistas,sons a caírem em tons agudos como cacos que partem durante a discussão de fim de dia de casal entre borrascas, a surpresa como o sexo que se encontra não ser o mesmo que o rótulo anuncia,
  - sim?,
  - é que a tua cabeça, - recomeça o transgénico, digo-o em presunção, sem julgamento, deixei o meu cavalo moral em casa, ele ou ela respira e confessa-se finalmente, - faz-me lembrar um pénis,
  - circuncidado espero?, - cora, olha as unhas arranjadas mas curtas, metrossexual ou transexual?,
  (aplausos,
  - boa noite a todos, - diz um macaco vestido num fato curto que revela os pelos castanhos nos pulsos e nos tornozelos, come uma banana e sorve o ar em mania impossível de suprimir, - e agora, - coça o sovaco, - a questão para ganhar duzentos e cinquenta mil euros, - com os seus dedos escuros e gordos toca num botão que somente imagino, um holograma com uma pessoa surge do nada e fica no centro da sala, o público aplaudia enquanto a luz verde piscava, - a questão é: será metrossexual ou transexual?,
  - ainda tenho ajudas?,)

  - sim claro, desculpe, reparo agora que foi um comentário despropositado, - respondo com um sorriso e reúno-me comigo nesta sala de espera na cidade, cheia de humidade e bolor nos cantos, com as paredes com fracturas, e azulejos sujos e obscurecidos pelo tempo, contava-os para passar o tempo,
  - Senhor Jasmim?,
  - sou eu, - respondo à loira platinada de unhas cor de rosa, com roupa interior vermelha bem visível através da bata branca, quase transparente pelo uso,
  - o doutor vai recebê-lo agora,
  - obrigado, - olho o, a indefinida – até à próxima, para a próxima talvez traga prepúcio, - entro no consultório, fecho a porta, sento-me, enquanto o doutor licenciado nos mais obscuros cantos de uma mente escrevinhava gatafunhos num papel branco, pensei que quiçá tivesse a jogar ao galo de forma encriptada,
  - bom dia, - arre homem que susto,
  - bom dia,
  - então, qual o motivo da consulta?,
  - sendo concreto estou farto de beber o meu sangue até finalmente me afogar, sujar o chão do quarto enquanto me esvaio,
  - desculpe?,
  - tenho um sonho recorrente,
  - sim?,
  - estou a dormir, numa cama larga, num sítio semelhante ao meu quarto, quando a porta abre, ela faz barulho, tem um problema na dobradiça, entreabro os olhos devido ao ruído para ver um africano, um daqueles com ninhos de ratos no cabelo a apontar-me uma arma, reparo, não sei porquê que tem um silenciador, e sem um boa noite de cordialidade dispara três tiros que me atingem, não sei onde sendo sincero, acabo por cair da cama, minha querida esposa ainda dorme e ressona como uma porca, enquanto eu rebolo e escorrego no meio dos meus fluídos, sinto o sabor férreo do sangue a inundar-me o gosto, a escorrer-me pelo corpo dentro e fora como uma avalanche, o homem parte, sem olhar para trás e eu fico ali pelo menos uns trinta minutos a esvair-me, gota a gota, dor a dor, esguicho de sangue a esguicho de sangue, sem conseguir falar, sem conseguir dizer uma palavra, enquanto ela ressona, e fala para almofada, e esfrega seu corpo nu languidamente nos lençóis manchados, rotos, - paro para respirar, - e é isto doutor todos os dias, além de acordar com um tesão, acordo com medos loucos, suado, e cansado como se tivesse realmente lutado pela vida,
  - pois, estou a ver,
  - então?, daddy issues?,
  - prozac ou erva resolve isso, são cinquenta euros, siga, - pega no telefone, - Maria chama o próximo marado dos cornos.



*sem acordo.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

LIII

BBC, vida selvagem,






* Da Weasel, GTA

O vento do leste

  Um grupo de homens caminha por uma rua indefinida,
  - indefinível,
  - perdão?, - olha-me este cabrão,
  - a rua tem uma definição mas não é definível, - maniento, de gel no cabelo, de crista erguida, de fatinho por medida, de cigarro John Special Player em doca seca no espaço entre os dentes sujos por aromas de alcatrões, imagino-o de traqueia escurecida como uma chaminé de um outro tempo onde enchidos típicos dançavam ao rumo do fumo que se erguia imponente, os enchidos abalavam em suave pêndulo aparentemente infindável, assim como um nudista a ler a revista maria numa qualquer casa de banho pública, alapado no conforto da imundice, enquanto dança com os olhos pelo o que existe um pouco por todo o lado por esta nossa tão rica e pródiga fina flora residente no topo desta megera de hierarquia que nos cerca, e ele ali com o penduricalho a dançar sem receios de a trilhar numa qualquer esquina escondida, este meu cabrão anda pela rua de sapatinho novo que ainda faz aquele som de protesto enquanto as costuras cedem para servir, naquele ploc ploc ploc de sola dura na calçada,
  - que queres dizer com isso?, - retorquo sem realmente querer saber, os olhos vazios e manientos, de irís de tão diferentes cores que me parece impossível encontrar uma em concreto,
  - a mulher gorda a mim não me convêm, - atiram uns,
  - porquê?, - outros,
  - não quero andar na rua com a gordura de ninguém, - de novo os primeiros,  berros em eco que caminham pela calçada, também connosco,
  quatro indivíduos soltos por um breve momento assoberbados pela simples génese,
  - qual é Chico?,
  - hoje é o dia em que tudo cambia,
  - e se não for?,
  - será amanhã então, sem problema,
  assim é, todos os dias pela mesma calçada monocromática, todos os dias com as mesmas vestes, todos os dias largamos o manto do dia para vestir uma capa cinzenta que por breves instantes nos faz sentir como super heróis, todos os dias pelo mesmo caminho, todos os dias quando o sol aterra da sua volta cíclica saímos para cortar as amarras que durante nos dias nos concedem a hipocrisia necessária para sermos normais, mas à noite?, à noite é quando os bichos e as bichas estranhas são paridos de vaginas velhas de mães que mais não são que putas ou galdérias, à noite surgem bestas de homens de camisas brancas bem abertas, com o pescoço curvado sob o peso de correntes de oiro sem gosto, de pelos do peito eriçados, ou em formatos encaracolados que fazem lembrar lá muito ao longe a sucessão de galáxias, que caminham de pernas bem abertas e usam cuecas brancas tingidas pelo uso com a pila bem apertada para o pacote se distinguir,
  - é um pacote com distinção, - dizem umas vacas ali ao fundo,
  - é o maço de tabaco parolas, - dizem outras com mais tino,
  homens porcos e imundos de cheiro a sovaco misturado com o almiscarado de perfumes de feira, de riso amarelo, de unha do dedo mindinho enorme, ainda maior com códoas de bôroas de à dois dias presas no seu seio, fungam, palitam os dentes como quem se ajoelha para rezar perante a sua homosexualidade reprimida, que suplicam por onde se enfiar mas,
  - não,
  - não,
  - não, - sucedem-se numa cadência que eles nunca atingiriam numa batalha entre cetins raros da cama de uma matriarca, deixam-se de súplicas para usarem aquelas manoplas tingidas a amarelo por cigarilhas nefastas, importadas por gentes ainda mais nefastas, manoplas ainda com restos de percevejos do palheiro onde batem uma ao fim do dia, e pegam na mulher como se fosse cadela, e contra um muro numa esquina de cheiros a urina fazem de sua vontade dela,
  durante a noite bestas e porcas caminham, uns só procuram desligar o que são para caminharem como se realmente tivessem algo como um destino sem definição, outros tornam-se animais predadores capazes de destruir, umas reúnem o tino para andarem num balanço perfeito entre o demais e o de menos, outras perdem-se entre provocações aparentemente inocentes para se encontrarem entre arrependimentos quando seres hediondos paridos do nada as tomam como suas.

 

 
*Sem acordo

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O mesmo por outras expressões

  Já o disse outrora, mas fui doce, em onda pacífica com quem me cerca, falei de comandos e televisões, do utópico controlo que deveríamos reter do tempo, quando beijamos uma bela mulher talvez reduzir a cadência que a ampulheta liberta os grãos de areia, se tenho a minha mão numa chaleira fumegante talvez acelerar, mas hoje não me encontro doce, encontro-me vil e acre, daí,

 - alguém me diz o motivo pelo qual o filho da puta do tempo não se entesa como outras coisas?

*sem acordo

LII

Tempo, onde estás tempo?



*Time, Pink Floyd